Odebrecht adquire controle da fabricante de mísseis Mectron


Um míssil ar-ar MAR-1 Piranha num caça F-5EM da Força Aérea Brasileira.
 (Foto: Luís André Ribas Werlang / Cavok)
Depois de negociar por cerca de quatro meses, o grupo Odebrecht assumiu o controle acionário da Mectron, uma das mais importantes empresas do setor de defesa brasileiro, fabricante de mísseis e produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial. As negociações envolveram valores em torno de R$ 100 milhões, segundo a Folha apurou.
Com 27,2% do capital total da empresa, o BNDES permanece como acionista da Mectron. Os quatro fundadores da companhia –Antonio Rogerio Salvador, Azhaury da Cunha, Carlos Alberto de Paiva Carvalho e Wagner Campos do Amaral– também vão manter participação significativa de ações da empresa, situada em São José dos Campos (SP).
O acordo com a Mectron representa uma ação estratégica importante para o grupo Odebrecht, que busca ampliar sua atuação no mercado nacional e internacional de equipamentos e serviços militares.
“Esta aquisição é um passo importante pela atuação relevante e estratégica da Mectron no mercado de defesa do Brasil. Nosso objetivo é fortalecer a empresa e transformá-la em base de exportação de produtos e serviços impulsionando a indústria nacional, em alinhamento com um dos princípios da
Estratégia Nacional de Defesa”, disse Roberto Simões, diretor-superintendente da Odebrecht Engenharia Industrial.
“Estamos confiantes em ter a Odebrecht como parceira por sua contribuição na abertura de novas oportunidades para a Mectron”, afirmou Antonio Rogerio Salvador, sócio-fundador e atual presidente, da Mectron, que atua no mercado de alta tecnologia, em especial o de defesa, desde 1991.
O negócio entre a Mectron e a Odebrecht foi acompanhado de perto pelo governo brasileiro, que tem interesse em reestruturar o setor e incentiva a criação de blocos de empresas de defesa, com capacidade para fazer investimentos de risco no desenvolvimento de produtos estratégicos de interesse nacional.
Procurado pelo Folha pouco antes de Mectron e a Odebrecht anunciarem o acordo firmado, o Ministério da Defesa informou que observa “com grande interesse o desenvolvimento da indústria nacional de defesa e as soluções que as empresas encontram para crescer e descobrir novos mercados”.
Ainda segundo o ministério, a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada há três anos, fixa como ações prioritárias do governo incentivar a indústria e buscar possíveis soluções na área fiscal que permitam superar embaraços ao crescimento da indústria de defesa.
Em breve, o ministério deve enviar ao Congresso Nacional, por exemplo, um projeto de lei de cria normas especiais para compras, contratações de produtos e sistemas de defesa, além de estabelecer regras para desenvolvê-los no país.
A Mectron é uma empresa brasileira, formada após engenheiros formados pelo ITA ( Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e vindos de outras empresas do setor em São José dos Campos decidirem se associar. Fabrica desde radares, equipamentos de aplicação em satélites e mísseis até softwares de simulação, além de outros produtos de alta tecnologia e alto valor agregado para uso civil como militar. Há cinco anos, a empresa recebeu aporte de R$ 15 milhões do BNDES e se tornou uma companhia estratégica para as Forças Armadas brasileirass
Com a entrada do grupo Odebrecht , a empresa tem agora perspectiva de se expandir para outras regiões.
Fonte: Folha – Claudia Rolli

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