Vôo à Vela




Definição

O Vôo à Vela, ou Volovelismo, ou ainda vôo em planadores, é uma das formas mais antigas, silenciosas e harmoniosas que o homem já descobriu de voar. Consiste em voar em uma avião sem motor (planador) utilizando-se da força das térmicas (massa de ar deslocando-se na vertical) e dos ventos, como se estivesse velejando em meio às nuvens.

O piloto de planador (volovelista) pode aproveitar a energia que a natureza oferece e permanecer durante horas em vôo, navegando por distâncias que cobrem centenas de quilômetros. É a mais autêntica sensação de voar: silenciosa, extremamente prazerosa, segura e técnica.

Ao contrário do que muita gente pensa, este é um esporte bastante difundido no Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Estes pássaros construídos de madeira, alumínio ou materiais compostos são comuns nos aeroclubes mais afastados, onde o problema do tráfego aéreo é menor.


Características
O Vôo à Vela reúne mais de 100 mil pilotos em todo o planeta numa perfeita integração entre homem, máquina e natureza. No vôo sem motor encontramos o verdadeiro prazer de voar, contando apenas com as forças da natureza e a observação do meio ao redor.

Atualmente o recorde de distância supera os 2.400 quilômetros; a altura alcançada pela aeronave é ilimitada (até onde as condições meteorológicas ou o oxigênio permitirem); a velocidade varia de planador para planador, podendo chegar a 300 quilômetros por hora, com médias superiores a 150 quilômetros por hora.

O planador voa usando as forças da natureza, mas precisa de ajuda para decolar. Uma das alternativas é decolar do topo de uma colina e aproveitar da altitude e do vento. Mas o mais comum (e seguro) é o reboque do planador por um avião motorizado. Através de um cabo de ligação, com uma extremidade engatada na cauda da aeronave e a outra no nariz do planador, o avião rebocador decola com o planador de carona. Em uma altura pré-estabelecida (por volta de 600 metros/ 2.000 pés), o planador libera o cabo e inicia seu vôo.
História
O vôo à vela surgiu com as primeiras experiências do vôo sem motor, no final do século passado - no aprimoramento dos primeiros planadores que se assemelhavam muito às asas-delta atuais.

A atividade foi impulsionada e popularizada na Alemanha, após a derrota na Primeira Guerra Mundial. Impossibilitado de treinar seus pilotos em aeronaves motorizadas, o país concentrou seus esforços no desenvolvimento de planadores e no estudo das condições atmosféricas. Ainda hoje a Alemanha colhe frutos deste pioneirismo, concentrando alguns dos melhores fabricantes de planadores do mundo e uma frota com mais de 10 mil aeronaves.

O esporte teve inicio na década de 1930, com a criação do Aeroclube Politécnico de Planadores. Desde então, o vôo à vela vem atraindo fanáticos por aviação, aventureiros e diversas pessoas que querem experimentar a delicada sensação de voar.

No Brasil, o vôo à vela chegou no início dos anos 50, trazido pelos descendentes de alemão, na região Sul do país. A Federação Brasileira de Vôo à Vela (FBVV) foi criada em 1954.


Equipamentos
O equipamento principal da prática é, obviamente, o planador. A aeronave sem motor é feita de madeira, alumínio ou materiais compostos, projetada especialmente para planar e tirar o máximo proveito da aerodinâmica - tornando o seu vôo o mais eficiente possível. O tamanho, a forma, o preço e o projeto variam muito de fabricante para fabricante.

Outros acessórios fundamentais são os básicos para qualquer esporte aéreo: macacão, bota, luvas, capacete, GPS, variômetro e pára-quedas de segurança.

Onde praticar

A Alemanha foi o berço do vôo à vela e, graças à colonização alemã, a maioria dos clubes de vôo à vela do Brasil está espalhada pela região Sul. Em segundo lugar em número de clubes e primeiro em aviões, vem o Sudeste, que tem no interior de São Paulo excelentes clubes-escolas bastante tradicionais. Para praticar é preciso procurar um aeroclube ou escola de aviação e se informar sobre os cursos. Depois do aprendizado, é possível voar de planador em praticamente todo o país.


Escolas
Se você quiser só experimentar a sensação de um vôo à vela, a maioria dos clubes oferecem a opção dos vôos panorâmicos. Mas se você quiser pilotas um planador, é preciso antes fazer um curso de formação. Um piloto de planador pode sair formado já com 25 horas, desde que realize um mínimo de 45 vôos, sendo 30 deles com o instrutor e 15 solo. Procure mais informações no aeroclube de sua cidade.

Campeonatos

As competições de vôo à vela buscam definir quem é o piloto mais eficiente e regular, e que melhor aproveita as condições meteorológicas do dia no cumprimento de uma prova. No Brasil compete-se em duas classes: a Olímpica e a Livre. Na Olímpica os planadores não podem ter razão de planeio superior a 1:34 nem superar os 750 kgf de peso máximo de decolagem. Já na Classe Livre os planadores têm como limitação apenas os limites determinados pelos seus fabricantes, desde que não superem o peso máximo de decolagem de 750 kgf.

Para possibilitar a utilização de planadores com performance significativamente diferentes dentro de uma mesma classe, utiliza-se um sistema de Handicap (vantagem concedida a adversário mais fraco), que leva em consideração os parâmetros específicos de cada planador. Assim, dependendo de variáveis como a altura de largada, distância da prova, índice térmico, número de competidores que completaram a prova, entre outros critérios, um planador de alto rendimento poderá ter de percorrer, em uma prova, 140 para cada 100 quilômetros percorridos por um planador de rendimento menor.


FONTE: 360 graus


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