Meteorologia Aeronáutica


A informação meteorológica é vital para a segurança das ope­rações aéreas, contribuindo para o conforto dos pas­sageiros e facilitando o estabelecimento de rotas mais rápidas, econômicas e de vôos regulares.

Para o Piloto

O conhecimento das condições meteo­rológicas reinantes nos aeródromos de partida e destino é imprescindível para a realização ou não do seu vôo. Além disso, ele precisa saber se a operação dos aeródromos vai sofrer alterações por motivos mete­orológicos, necessitando, então, de informações preci­sas relativas ao teto, à visibilidade, ao tempo presente, ao vento, bem como a que horas deverão ocorrer essas mudanças e por quanto tempo prevalecerão.

É imprescindível conhecer as condições em rota: direção e velocidade do vento ao longo da mesma, ocorrência de formação de gelo, de turbulência e tempestades de trovoadas associadas a nuvens cúmulus-nimbus (CB), que possam acarretar desvios de rota e, por conseqüência, maior consumo de combustível. 

Embora os avanços da tecnologia aeronáutica tenham tornado as viagens menos sensíveis a determi­nados aspectos do estado do tempo, a meteorologia continua, e sempre continuará, a ser essencial para a eficiência das opera­ções de vôo. Cada vez mais, além da segurança, busca-se um melhor aproveita­mento do espaço aéreo, e, nesse contexto, as informa­ções meteorológicas são decisivas.


Para a Torre de Controle (TWR)

Além da visibilidade, é importante saber se a variação do vento interferirá na cabeceira da pista em uso e a que horas isto ocorrerá, bem como se a sua intensidade poderá comprometer a operação. 

Para o Controle de Aproximação de Aeródromo (APP)
A formação de trovoadas associadas a nuvens CB requer a previsão da hora de início, duração e sua extensão. Assim será possí­vel avaliar o comprometimento operacional em virtude da limitação do espaço aéreo, ou seja, se o número de aeronaves na área terminal deverá ser reduzido.
 
Para os Centros de Controle de Área (ACC)
É imprescindí­vel, para um ACC, saber quais as rotas aéreas que estão sob a influên­cia de condições meteorológicas adversas, interferindo na operação. Ter a perfeita noção do momento em que novas rotas serão afe­tadas operacionalmente, qual volume do espaço aéreo será comprometido e o desvio mais seguro nestas condições. 

Para o emprego militar

A meteorologia destaca-se, também, pelo apoio específico aos diversos tipos de operações. O nível em que ocorrerá a trilha de con­densação é fun­damental para o desenvolvimento de operações estra­tégicas e para a Aviação de Trans­porte, o vento nas camadas da atmos­fera sobre a Zona de Lançamento de carga e de pára-quedistas. Nas mis­sões de infiltração aérea, em terreno inimigo, o lança­mento de pára-que­distas com velame aberto requer da meteorologia a dis­tância e a radial de salto, para que, sob o planeio do vento, se atinja o alvo proposto. 

Infra-estrutura de Alta Tecnologia

A necessidade de se obter informações precisas e atualizadas sobre as condições meteorológicas locais nos aeródromos e ao longo das rotas aéreas, torna-se ainda mais essencial com o aumento do fluxo de tráfego aéreo. Desse modo, instrumentos e equipamentos de observação meteorológicos modernos e atualizados, bem como prognósti­cos meteorológicos cada vez mais confi­áveis, desempenham um papel de vital importância operacional.

No DECEA a atividade de Meteo­rologia Aeronáutica é executada pelo Subdepartamento de Operações (SDOP), que atua alicerçado pela seguinte estrutura: 





- CMV - Centro Meteorológicos de Vigilância: Há quatro Centros Meteorológicos de Vigilância no País. Eles operam associados aos Centros de Controle de Área (ACC) e são res­ponsáveis pela vigilância das condições meteorológicas que afetam as operações aéreas, dentro da FIR de sua responsabilidade.

- CMA - Centro Meteorológicos de Aeródromo: Tem a finalidade de apoiar as operações aéreas e os serviços de tráfego aéreo nos aeródromos e de difundir as informações meteorológicas e as previsões geradas pelos demais centros. Fornece documentação de vôo às tripulações e aos despachantes operacionais de vôo, realiza exposições orais e fornece informações meteorológicas, observadas ou prognosticadas, que possam contribuir para a segurança do aeró­dromo e das aeronaves estacionadas.

- CMM - Centros Meteorológicos Militares: Localizados nas bases aéreas, prestam apoio espe­cífico à aviação militar. Para atender às operações militares em locais restritos, o Comando da Aeronáutica ativa CMM Móveis. 

Bancos de Dados Meteorológicos
O Serviço de Meteorologia Aeronáutica opera duas bases de dados. O Banco OPMET visa a atender às necessidades imediatas da navegação aérea, por intermédio do forne­cimento de boletins meteorológicos rotinei­ros (METAR, TAF, SPECI, SIGMET), nacionais e internacionais.
O Banco de Climatologia Aeronáutica destina-se a prover os sumários climatológicos dos diversos aeródromos do País e a manter uma base estatística de dados climatológicos aplicáveis à aviação e ao plane­jamento estratégico, técnico e operacional. 

Sistema de Divulgação de Infor­mações Meteorológicas
As informações meteorológicas são divul­gadas pela Rede de Telecomunicações Fixas Aeronáuticas (AFTN) e pelo Website de Meteo­rologia Aeronáutica (REDEMET).

A REDEMET é o principal meio de veicu­lação das informações operacionais. Visa a integrar os produtos meteorológicos, a fim de tornar o acesso a essas informações mais rápido, eficiente e seguro. É também o meio oficial do Comando da Aeronáutica para divulgá-las, interligando os órgãos de mete­orologia do SISCEAB, por meio da Internet (
http://www.redemet.aer.mil.br). Além disso, possibilita a consulta e inserção de informações meteorológicas no Banco OPMET e disponibiliza produtos gerados pela rede de radares e satélites meteorológicos.

Rede de Estações Meteorológicas (REM)


Esta rede é constituída pelos elementos de coleta de dados meteorológicos a serem processados e difun­didos aos órgãos operacionais e climatológicos, em que se destaca o monitoramento contínuo e eficiente do meio atmosférico. As informações coletadas pelas Redes de Estações Meteorológicas constituem a base de todo o serviço meteoroló­gico a ser prestado à navegação aérea.

As estações meteorológicas que integram essa rede são classificadas, conforme suas características, em Estações Meteorológicas de Superfície (EMS) - classes I, II e III; Estações Meteorológicas de Altitude (EMA) e Estações de Radar Meteorológico (ERM). 

Estações Meteorológicas de Superfície (EMS)
As EMS são implantadas nos aeródromos e coletam dados mete­orológicos representativos das con­dições na pista de pouso. São equipadas com sensores automáticos para obtenção de medidas de dire­ção e velocidade do vento, altura da base das nuvens, alcance visual na pista (RVR), pressão no nível do mar para ajuste do altímetro, pressão no nível da pista, temperaturas do ar e do ponto de orvalho.


Os dados colhidos são codificados nas mensagens METAR, SPECI e SYNOP e transmitidos aos bancos de dados, para uso dos servi­ços de meteorologia, da navegação aérea e dos demais usuários. 

Estações Meteorológicas de Altitude (EMA)
As EMA são equipadas com sistemas destinados a observar e a traçar o perfil vertical de temperatura, pressão, umidade, direção e velocidade do vento nas diversas camadas da atmosfera. As sondagens são executadas por meio de um balão, lançado na atmosfera, con­tendo gás hidrogênio, ao qual é presa uma sonda dotada de sensores, bem como de um sistema GPS para precisar os dados de vento em altitude.


As informações colhidas por uma EMA são codifica­das e transmitidas para emprego da Meteorologia Aeronáutica. São informações importantes para o Banco de Dados do Sistema de Vigilância Mete­orológica Mundial da Organização Mundial de Meteo­rologia (OMM). 

Estações de Radar Meteorológico (ERM)

As ERM visam a comple­mentar a vigilância meteorológica em áreas de elevada densidade de tráfego aéreo e onde ocorram condições meteorológicas adversas às operações aéreas. São de fundamental importân­cia para a detecção, análise e exposição dos fenômenos meteorológicos, georeferenciados, facilitando, dessa forma, seu emprego como apoio às operações aéreas.


Essas estações são operadas pelos Centros Meteorológicos de Vigilância (CMV) e seus produtos são dissemina­dos na Rede de Centros Meteorológi­cos. Por representarem as condições mete­orológicas em tempo real, as estações são extremamente úteis para a previsão meteorológica de curto prazo.
 

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