EQUIPAMENTOS DE UM BALÃO

Envelope
O envelope é a parte principal do balão, com a função de reter o ar quente que proporciona a sua flutuação, também é usual usar a palavra balão para designar o envelope.

 Material do balão

Envelope é construido de tecido de nylon (poliamida) ou dacron (poliester), o tecido é composto de filamentos na horizontal (trama) e vertical(urdume). Trama e urdume entrecruzados formam o tecido, nos tecidos de balões são acrescentados a cada 3 mm mais três fios para aumentar a sua resistência aos rasgos, e esses tecidos especiais são denominados rip-stop.

Tratamento do tecido do balão

Após a construção do tecido ele é enviado para tinturaria onde é dada a cor, e o tratamento anti-uv para torna-lo mais resistênte aos raios solares, depois passam por um processo de impermeabilização que pode ser com uma base de silicone ou poliuretano ou um impermeabilizante a base de agua que é anti-chama.
 Na maioria das vezes, a degradação do tratamento do tecido que é responsável pela perdade impermeabilidade, e que determina o fim da vida de um envelope, as outras causas são, altas temperaturas, umidade, e desgaste mecânico. O tecido do balão deve passar por inspeções regulares segundo as normas de cada fabricante. 


Construção do Balão

Durante o processo de fabricação, o material é cortado em painéis e costurados, juntamente com as fitas de carga que carregam o peso da cesta. As seções verticais que saem da boca até o teto são chamadas de gomos e as seções horizontais que circundam o envelope são chamados de painéis. A quantidade de gomos ou paineis vai depender do tamanho do balão e as necessidades do projeto.

A cada emenda de gomo é colocada uma fita de nylon que suporta a carga do balão, na parte inferior são colocados cabos de aço para a sustentação do cesto e terminam na parte superior com um anel de 1 cm por 30cm de diâmetro onde são unidas as fitas, também são colocadas fitas de nylon na horizontal nos pontos de maior pressão, na boca, no terceiro painel onde serão fixados as polias do tap, no equador, na parte superior para a fixação do tap e na abertura superior.

Cada construtor tem seu método de montagem desses paineis, mas a grande maioria unem todos os paineis formando os gomos e depois unem os gomos, e sobre a união dos gomos costuram as fitas de carga.

Costuras do Balão
 O tipo de costura mais comum é a pespontada e dupla embainhada com máquina de duas agulhas, onde as duas partes são costuradas uma sobre a outra criando uma borda comum onde será costurado a fita, outro tipo de emenda de tecidos é a costura plana onde os tecidos são sobrepostos e unidos com costura dupla em zig-zag (3 pontinhos).

A Boca do Balão

A parte inferior do balão onde é fixado por meio de cabos de aço o cesto, é construida com nomex ou kevlar (meta-aramida) um material muito resistente ao calor e ao fogo, que também é utilizado na confecção de roupas de bombeiros e macacões de pilotos de automobilismo.
Tap ou Paraquedas  
 Na parte superior do balão há uma abertura onde se encontra uma válvula que serve tanto para diminuir a velocidade de ascenção como para deflação do balão. Isso permite que o piloto manobre verticalmente, podendo executar uma subida lenta, iniciar uma descida, ou aumentar a taxa de descida, para pouso.


Painel de Rotação

Alguns balões de ar quente possuem aberturas laterais que, quando acionadas, fazem com que o balão gire. Essas aberturas são particularmente úteis para balões com cestas retangulares, a fim de alinhar a maior parte da cesta para o pouso, ou para balões portando marcas de patrocinador, podendo assim girar e posicionar a logomarca em direção ao público.

Tamanhos de Balões

O tamanho do balão pode variar e é diretamente proporcional a sua capacidade de carga desde o menor, para uma só pessoa conhecidos com cadeirinha ou cloudhoppers, a partir de 600 m³ para uma pessoa até os balões de passageiros que transportam até 32 passageiros, com um volume de 16990 m³, mas a grande maioria dos balões tem por volta de 2.200 m³ a 3.000 m³ com a capacidade para 3 a 5 pessoas.

Forma do Balão

A forma mais comum é da gota invertida, sendo uma esfera apoiada em um cone truncado, porém existem variações desse modêlo com desenhos mais complexos na tentativa de minimizar o estresse circunferencial sobre o tecido, e alguns são projetados para minimizar o arrasto aerodinâmico para melhorar o desempenho em competições.

Forma especial

São os balões em que reproduzem embalagens de produtos para fins de marketing ou reproduzem mascotes ou personagens.

Um balão de forma especial requer um cálculo de engenharia precisa para assegurar que o envelope esteja apto a voar com segurança e equilibrio, pois o balão não tem as características de vôo dos modelos tradicionais. devido a sua forma.

Apliques ou apêndice

Alguns balões têm apliques adicionado ao envelope, que são peças adicionadas, com o fim de criar uma forma particular ou alegorias, como uma logo ou um aplique de tipo olhos ou boca. Para ser designado como um envelope apêndice, deve ter menos de 10 por cento do total capacidade do balão no apêndice.
Maçarico
 
Feito de aço inoxidável, o maçarico é considerado o motor do balão. É ele quem transforma o gás em chama e faz com que o envelope mantenha-se cheio.

Como montar o maçarico


Em um quadro feito de tubos, monta-se uma “caneca” que servirá de base para fixação das válvulas da passagem, do relógio, do medidor de pressão de gás, da válvula de abertura do vapor para a chama-piloto, das conexões de ligações das mangueiras e a serpentina, por onde o gás passa expedindo-o até chegar aos bicos de saída.


Quando o balão está em ascensão, a temperatura no topo do balão é de aproximadamente 100ºC.


Os maçaricos possuem duas mangueiras que se conectam aos cilindros de gás, a mangueira que traz gás em forma líquida e, a que traz em forma de vapor.



É a partir do maçarico que o balão é controlado.
 
Cesto
Chame como quiser, cesta, gôndola, nacele, ou muitos outros nomes  é uma uma parte do  balão de ar quente e dos balões a gás que não tem nada de moderno e sua evolução foi mínima, pois manteve-se quase que inalterável através dos tempos tanto quanto ao modo de construção como nos materiais e a sua forma.
 Cestos de balão são confeccionados conforme o tamanho do balão, a utilização e sua capacidade de carga, balões para esporte e lazer tem um tamanho de 1,2 metro de largura por 1,4 metros de comprimento com uma altura de 1,05 metro podendo levar confortavelmente 2 passageiros o piloto e 3 tanques para um passeio agradável.

Pilotos de competição que participam regularmente de campeonatos e competições  preferem cestos menores e mais leves já que transportam normalmente somente com o piloto ou no máximo mais um navegador ou juiz observador, esses cestos tem normalmente 1 metro de largura por 1,20 de comprimento com uma altura de 0,90 metro e sua construção é mais leve e mais despojada, sendo mais facilmente transportadas por aviões por tados os recantos do mundo.
Normalmente esses tipos acima são abertos sem divisões onde passageiros piloto e tanques ocupam um mesmo espaço, já para balões destinados ao turismo com balões são utilizados  com partições internas, com seções para piloto e tanques de combustível e passageiros, tendo também uma borda mais alta 1,15 metro.
As principais vantagens neste caso é que o cesto de passageiros é mais estruturado  devido as separações e também e o peso pode ser espalhado uniformemente sobre cada compartimento. Também possuem mais apoio para os pés para facilitar o embarque e desembarque e maior numero de alças internas para os passageiros.
  
Cilindros
É o receptáculo onde é acondicionado o gás (Propano) usado para a combustão, da onde se obtém a chama necessária ao aquecimento do ar do balão.

Feito, normalmente, de alumínio, aço inox ou titânio, o cilindro precisa ser leve para não comprometer a relação de carga a ser levada no balão. Pode ser usado na posição vertical (em pé) ou na horizontal (deitado) com uma quantidade de carga variável de acordo com o fabricante.


O cilindro é equipado com um relógio marcador de combustível, uma torneira para a saída de gás em forma líquida, um respiro para aliviar a pressão no momento de se fazer a recarga e uma torneira para a saída do gás em forma gasosa.


A quantidade de cilindros levados em um balão depende do tamanho do cesto, ou do interesse do piloto no momento do voo. Quanto mais gás este puder armazenar, mais autonomia de voo ele terá.


Normalmente são levados quatro cilindros em cada voo.
 
 
Ventoinha
Utilizada para encher o balão com ar frio, a ventoinha dispõe de um quadro metálico onde é fixado um motor de 3,5 HP a 13 HP, alimentado a gasolina, que serve para girar uma hélice desenhada para empurrar o ar frio de maneira mais rápida e eficiente para dentro do envelope. 
 
FONTE: Balonista.net / Balonismo 

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