LOCKHEED L-188C ELECTRA II:UM AVIÃO CHAMADO SAUDADE.

LOCKHEED L-188C

SAUDAÇÕES FAMÍLIA FLOGUEIRA!!QUE DEUS ABENÇOE A TODOS VOCÊS E TODOS EM SEUS CORAÇÕES.PARA MUITAS PESSOAS,O ELECTRA É O SÍMBOLO DA SAUDADE DE UM TEMPO EM QUE A VIDA ERA MENOS AGITADA E VOAR ERA,ANTES DE TUDO,UM PRAZER.COM SEUS 4 MOTORES TURBOÉLICE,NUNCA SOFREU SEQUER UM ACIDENTE FATAL NO BRASIL,TENDO,NO MÁXIMO,QUE FAZER UM POUSO DE EMERGÊNCIA NO AEROPORTO DO GALEÃO,NO RIO DE JANEIRO(SEU LOCAL DE POUSO NAS TERRAS CARIOCAS ERA O AEROPORTO SANTOS DUMONT).E,PRA VARIAR,EU VI ESSE MOMENTO,POIS ESTAVA LÁ NO GALEÃO NESSE DIA COM MEU PAI,EM JULHO DE 1989,PASSEANDO DURANTE AS FÉRIAS ESCOLARES.TINHA 14 ANOS NA ÉPOCA.DEIXO VOCÊS AGORA COM UM TEXTO SOBRE A AERONAVE,QUE AQUI,É VISTA VOANDO NA PONTE AÉREA RIO-SÃO PAULO.ESPERO QUE GOSTEM, TURMA.AMO VOCÊS!!Graças ao sucesso obtido com o projeto, desenvolvimento e produção do turbohélice C-130 Hercules para a Força Aérea Americana, a Lockheed viu nessa forma de propulsão a escolha mais sensata para o projeto de aviões comercias que deveriam entrar em operação até o final da década de 50.

Dois modelos estavam em estudo, conhecidos com CL-303 e CL-310, sem contudo atrair maior interesse por parte das empresas aéreas.

Porém no início de 1955 a American Airlines divulgou os parâmetros básicos para uma nova aeronave de médio alcance, incialmente para o uso em rotas domésticas, e em junho de 1955 a Lockheed assegurou uma encomenda de 35 unidades do novo avião. Era o modelo L-188 Electra, um quadrimotor turbohélice de asa baixa, baseado no projeto do CL-310.

A encomenda da American foi logo ultrapassada em quantidade por outra de 40 unidades feita pela Eastern Air Lines. Dois anos se passaram até que o primeiro vôo fosse realizado, em dezembro de 1957, e naquela ocasião a carteira de encomendas já havia subido para 144 unidades. A entrada do serviço aconteceu em 13 de janeiro de 1959 com a Eastern Airlines, seguida pela American Airlines apenas 11 dias depois.

Entretanto, todo o otimismo inicial que a Lockheed tinha em relação a um futuro promissor foi abalado com a entrada em operação dos primeiros jatos, que prometiam a realização dos mesmos vôos em menor tempo. Mas pior do que isso, coube ao Electra o triste recorde ser a aeronave comercial que teve o acidente fatal no menor espaço de tempo desde o início dos serviços regulares: Dias após sua entrega, o primeiro electra da american mergulhou no Rio Hudson segundos antes do pouso em La Guardia, New York. Atribui-se o acidente a um erro de leitura de altímetro.

Mas o pior estava por vir: dois misteriosos acidentes fatais o primeiro em um Electra da Braniff e o segundo envolvendo uma aeronave da Northwest. Os Electras, em ambos os casos, despedaçaram-se em pleno vôo. Meses de exaustivos estudos descobriram o raro fenômeno de oscilação das naceles dos motores externos, que entrando em ressonância com a asa, simplesmente arrancavam-na. Conhecido como "whirl-mode", essa infeliz característica do projeto condenou o Electra a papéis secundários, e consequente, cancelamentos de encomendas. O defeito foi sanado e o novo avião, conhecido como Electra II, mostrou todas as suas qualidades. A Lockheed construiu apenas duas versões básicas do Electra, o O L-188A, o modelo padrão na linha de produção (o mais vendido) e o L-188C, que entrou em operação na KLM em 1959, contando com uma capacidade maior de combustível e maiores pesos operacionais, refletidos em maior disponibilidade de payload. A KLM foi a única empresa européia a operar Electras novos de fábrica. Atualmente um pequeno número destes aviões permanecem em operação, praticamente a totalidade deles como cargueiros.

A partir de 1967 a própria Lockheed converteu 41 Electras para cargueiros ou combis, com o assoalho reforçado e uma porta de carga dianteira, e ao longo dos anos outras empresas também passaram a realizar a conversão. Mas foi aqui mesmo no Brasil que o Electra teve uma carreira fulgurante. A Real encomendara, antes de ser comprada pela Varig, 5 unidades, que a empresa gaúcha relutantemente teve que receber em 1962 da American Airlines, dona dos aviões.

Mal sabia Rubem Berta, presidente da Varig e então contrário à incorporação das aeronaves, a importância que o Electra teria para sua empresa e para a aviação comercial brasileira. Em sua longa e segura carreira no Brasil, o Electra foi, entre tantos feitos, a aeronave exclusiva entre 1975 e 1991 da mais importante rota doméstica brasileira: a Ponte Aérea Rio-São Paulo. Além dos quinze operados pela Varig, um Electra em versão executiva por alguns anos foi a aeronave particular do grupo Pignatari.

Finalmente aposentado em 7 de janeiro de 1992, o Electra construiu no Brasil uma das mais inesquecíveis carreiras de nossa aviação comercial. Seus últimos vôos saíram cheios de pessoas que foram voar apenas para se despedir da máquina. Comandantes chorando em entrevistas de TV, mensagens de carinho por parte de usuários freqüentes, enfim, um tipo inesquecível.

Lockheed L-188C Electra II

Comprimento (m): 31,81

Envergadura (m): 30,18

Altura (m): 10,01


Motores/Empuxo: 4x Allison 501-D13 (3750shp)

Peso max. decol (kg): 33.112

Vel. cruzeiro: 602km/h

MMO/VMO: 652km/h

Alcance (km): 3.450



Tripulação técnica: 3

Passageiros: 104



Primeiro vôo: 12.1957

Encomendados: 160

Entregues: 160

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