Boeing 377 Stratocruiser mergulhou e todos se salvaram.



A história da amerissagem de um  Boeing 377 Stratocruiser conhecido como Clipper Sovereign Of The Skies (O Cortador Soberano dos Céus – Matrícula N90943)
Na noite de 15 de Outubro de 1956, o Boeing 377 Stratocruiser partiu de Honolulu, no Hawaii em sua última perna para San Francisco as 8:26 da manhã (horário do Hawaii). Depois de passar o PET (point of equal time – exatamente o meio do caminho entre uma travessia), o voo foi liberado para subir para uma altitude de 21,000 pés.
Ao atingir a altitude liberada, o motor número 1 entrou em um regime de overspeed (disparo de velocidade) simultâneamente a uma perda de potência. O primeiro Oficial, que estava pilotando o avião, imediatamente diminuiu a velocidade da aeronave através da redução das manetes e extensão dos flaps, quando então foi efetuada a tentativa de “embandeirar” a hélice número 1 [nota: Embandeirar é um termo aeronáutico traduzido do inglês Feather, que significa colocar as pás de uma hélice em um ângulo tal que estas cortem o vento como se fosse uma bandeira, oferecendo a menor resistência à passagem do ar] .
Mas a hélice número 1 se recusou a embandeirar e continuava girando com excesso de velocidade. O Comandante então decidiu cortar o suprimento de óleo para o motor, o que fez com que a RPM abaixasse por falta de lubrificação interna, porém, como consequência, o motor fundiu.
Apesar disto, a hélice continuava sendo girada pelo fluxo de ar (assim como a gente consegue fazer a hélice de um ventilador girar quando assopra) e isto causava um arrasto excessivo, o que significava também um maior consumo de combustível.
Como resultado, a aeronave foi forçada a voar muito mais devagar, abaixo de 150 KT (nós) e perdia altitude a uma razão de 1000 pés por minuto.
Os outros três motores foram então acelerados para potência de Subida (Climb Power) em uma tentativa de reduzir a razão de descida. Foi então que o motor 4 começou a falhar, e conseguia manter apenas uma parte de sua potência mesmo com a manete toda a frente.
As 02:45 da madrugada o motor 4 começou a falhar e perder cada vez mais potência, obrigando o comandante a desligá-lo e embandeirar sua hélice, o que dessa vez ocorreu sem problemas.
A tripulação calculou que por causa do arrasto aerodinâmico adicional causado por dois motores cortados e uma hélice sem embandeirar, o combustível não seria mais suficiente para chegar até San Francisco nem retornar para Honolulu (lembrem-se que eles estavam sobrevoando o meio do oceano pacífico entre o Hawaii e os Estados Unidos).
Naquela época a Guarda Costeira Americana mantinha um navio conhecido como Ocean Station November entre o Hawaii e a costa da California.
Através de contatos por rádio, o voo foi desviado para para a localização deste navio da Guarda Costeira chamado Pontchartrain’s e ficou circulando até que a luz do sol aparecesse.
Com apenas dois dos quatro motores em funcionamento, o comandante conseguiu nivelar a aeronave a uma altitude de 2000 pés.
Ficou decidido que eles esperariam até o sol nascer, já que era importante manter as asas niveladas com as ondas do oceano no momento do impacto inicial da amerrisagem.
Conforme o combustível ia sendo queimado enquanto o avião circulava o navio da Guarda Costeira, foi possível elevar a altitude para 5000 pés. Naquela altitude, vários procedimentos de aproximação foram ensaiados, para se assegurar que seria possível controlar o avião com apenas dois motores em baixa velocidade (a idéia era obter a menor velocidade possível no momento do toque com a água).
O atraso em amerrisar até que o dia nascesse fez com que o avião ficasse cada vez mais leve e consequentemente mais apto a boiar por mais tempo, ajudando no resgate dos passageiros.
Sabendo do que aconteceu com a amerissagem do voo 845/26 da PanAm um ano antes, no qual o mesmo Boeing 377′s teve sua cauda arrancada no momento do pouso, o capitão instruiu a chefe das comissárias a trazer os passageiros da parte de trás para a parte da frente da aeronave.
A tripulação também teve tempo de remover todos os objetos soltos de dentro da cabine e preparou os passageiros para a amerrisagem.
Assim como os outros voos desta época, era permitido que crianças pequenas fossem colocadas no colo de seus pais, sem que um cinto de segurança adicional fosse usado.
O capitão planejou pousar próximo ao navio, já com o dia claro, para aumentar as chances de resgate dos passageiros, mas ao mesmo tempo ficou preocupado que as ondas do oceano estavam começando a ficarem maiores.
As 0540 da manhã, o Capitão Ogg notificou o Navio Pontchartrain que ele estava preparando-se para o pouso. O navio criou uma pista com espuma sobre o oceano para uma melhor direção na hora do pouso calculada com uma proa de 315 graus e também para auxiliar a visão do capitão para o cálculo da altura em relação à água.
Depois de cortar os motores, a aeronave pousou as 0615, a 90 nós de velocidade com full flaps e obviamente com trem de pouso recolhido, avistando o navio Pontchartrain, na localidade N30°01.5 W140°09







fonte: US Coast Guard

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

Rastreamento da estação espacial