História da Aviação Civil

Segundo uma antiga lenda grega, Dédalo e seu filho Ícaro construíram asas com penas de aves e as fixaram as corpo com cêra. Ícaro, entuasiasmado com a experiência teria se aproximado muito do sol. O calor derreteu a cêra fazendo com que perdesse as asas e ocasionando sua morte por afogamento no mar. Mais do que uma estória a lenda nos traz o antigo desejo do homem de voar. Datam do século XI as primeiras reais tentivas do homem de voar. Procurando imitar o vôo das aves, construíam asas e jogavam-se de penhascos e torres. O resultado previsivelmente era desastroso. Leonardo da Vinci projetou um engenho conhecido como ortóptero, baseado no princípio de vôo das aves, com asas oscilantes. Faltava ao homem músculos suficientes para impulsionar o mecanismo. Em 1897, Clement Ader realizou o primeiro vôo num aparelho mais pesado do que o ar devendo-se a ele também a adoção da palavra avião para designar seu invento. Ader fixou os elementos essenciais ao avião, inclusive com a adoção de um motor de 40 hp que lhe impulsionava.

ALBERTO SANTOS DUMONT - Nascido em 1873 no sítio Cabangu-MG ( hoje cidade de Santos Dumont ). Partiu para França em 1892 com a finalidade de estudar física, mecânica e eletricidade. Vivamente interessado por assuntos ligados a aerostação, iniciou a construção de balões dirigíveis impulsionados por motores. Em 1900 ganhou o prêmio Deutsch de La Meurthe por ter conseguido cumprir o desafio de decolar, a bordo do dirigivel dumont de bandeira brasileira, efetuar o percurso ida-e-volta de Saint-Cloud a Tour Eiffel no prazo de 30 minutos. Em 1904, com o famoso 14-bis, Santos Dumont tornou o pioneiro da aviação, ganhador do prêmio Archdeacon, por ter conseguido decolar do campo de Bagatelle, na presença de uma comissão do Aeroclube da França, por seus meios próprios ( isto é, sem auxílio de meios externos, como por exemplo a catapulta utilizada por outros aeronautas para alçar vôo) e voar por uma extensão de 66 metros a uma velocidade de 37 km/h, cabendo-lhe por mérito e direito o título de "Pai da Aviação".




No período de 1907 a 1910, Santos Dumont realizou inúmeros vôos com o monoplano Demoiselle. Patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, onde recebeu a patente de Marechal-do-Ar, escreveu as obras "No ar" e "Oque eu vi: o que nós veremos", foi indicado para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras e negou-se a tomar posse por não julgar-se digno de tal honraria. Faleceu em São Paulo em 1932.

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